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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Veloso: o bar da Coxinha e da Caipirinha


Primeiramente é necessário dizer que um bar famoso por ter a MELHOR COXINHA de São Paulo já ganharia meu coração, sem precisar de mais. Sobre mim, já foi dito uma vez: "é uma moça tão fina, não entendo como pode gostar tanto de coxinha!". Declaração boçal, mas verdadeira. Vim para São Paulo pela efervescência, fiquei pela coxinha. E no Veloso a porção de seis cremosas, crocantes e esfumaçantes coxinhas sai por R$18.

Mas, como se não bastassem essas maravilhas da fritura, o Veloso ainda tem o Souza, premiado várias vezes o melhor barman de São Paulo, criando caipirinhas absurdas e mágicas. Você quer beber todas, acompanhando uma porção inteira de coxinhas.


O Veloso lota sempre. Se você quiser sentar tem que chegar bem cedo. Se não fizer questão de sentar, mesinhas na calçada ajudam a apoiar as bebidas e coxinhas enquanto você conversa em pé nesta charmosa rua de calçamento, atrás da caixa d'água da Vergueiro, perto do metrô Ana Rosa.


Conheça agora algumas das famosas caipirinhas do Souza:


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Chocolate - o melhor bolinho na pior padaria

Para TPM ou aqueles dias em que nem todo açúcar do mundo seria suficiente.

Vou ser sincera:
A padaria Dengosa não é a oitava maravilha do mundo.
Ok, ela não é nem a melhor padaria do bairro.
Pode falar? Ela é bem ruinzinha, do tipo que eu prefiro andar quatro quadras ladeira abaixo e depois de volta pra comprar pãozinho em uma melhor. Mas ela fica perto de casa, então eu frequento na vibe "é o que tem pra hoje".

Mas aí acontece que eu acidentalmente descobri um tesouro. Algo entre um muffin, um brownie e um cupcake, que é bizarramente chamado de petit-gateau pelos atendentes.

Acontece que essa bomba nuclear de glicose tem uma crostinha crocante no bolinho, que por dentro é muito denso e úmido, e por cima e dentro um mousse de limão doce como a vida, mas genial. Sério, é tão gostoso que eles só podem ter acertado por acidente. Parece maldade, mas vá até lá que você vai entender.



Ele é tão forte que eu sempre trago um pra Ana Carol também e a gente deixa na geladeira e vai comendo aos poucos.

O custo-benefício é genial, cada um custa R$2.
As carolinas de limão também são interessantes, e se você quiser algo salgado as mini-pizzas são o item mais "comível" do lugar.

A padaria Dengosa fica no encontro das ruas Topázio e José de Queiroz Aranha, na Vila Mariana.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Cannoli: doce italiano na Vila Mariana


Alexandre leggieri é filho de italianos. Já foi publicitário, hoje é cozinheiro e produz em sua própria casa, em uma charmosa rua da Vila Mariana, os cannolis que estão virando febre em São Paulo.

Para quem não conhece, cannolis são doces feitos com uma massa frita e recheada, tradicionais da culinária italiana. Os fãs de “O Poderoso Chefão” lembram da cena em que, depois de um tiroteiro, um gânster diz ao outro antes de fugir: “deixe a arma, traga o cannoli!” (leave the gun, take the cannoli!). Na itália e em NY as cannolerias estão em todas as esquinas. Aqui em São Paulo ainda não temos nenhuma. Por enquanto.

O diferencial de Alexandre não está apenas nos doces maravilhosos que ele produz, mas também na maneira como ele utiliza as mídias sociais para fazer a sua divulgação. Ele procurou jornalistas e críticos no Facebook e chamou para experimentarem seus cannolis. Acessou blogs que falavam de culinária e deixou comentários chamando para seu blog – foi assim que fiquei sabendo que no bairro em que eu moro existe uma cannoleria (por enquanto Alexandre apenas produz e entrega, não existe local para o público consumir os cannolis lá dentro), e fui correndo conhecer.

“No começo ninguém dava bola para os meus convites, mas foi só a primeira reportagem sair que muitos interessados apareceram”, ele conta. Alexandre recebe a todos muito bem, com a típica hospitalidade italiana. Mostra a massa frita, feita com vinho, as instalações da pequena cozinha industrial e conta a história de sua família. Ele também produz massa fresca e outras guloseimas, mas é o cannoli que está levando o moço ao patamar de “web-celeb da cozinha”.




 O passaporte do Leggieri Gennaro, pai de Alexandre, é uma das antiguidades que enfeitam a casa.

No dia em que eu visitei a cannoleria o telefone de Alexandre não parava de tocar. Marcelo Katsuki, da Folha Online, havia acabado de rasgar elogios aos doces em seu blog e as encomendas não paravam de chegar: “Tive que parar com todo o resto, estou só produzindo cannolis para conseguir entragar os pedidos”.

 E quem encomenda acaba se viciando, então imagine só. O cannoli tradicional é recheado com uma pasta de ricota doce muito suave e leve, e pode ser decorado com pistache, cerejas ou frutas cristalizadas. 

Para os chocólatras Alexandre tem o cannoli perfeito: de uma espécie de Nutella italiana, importada. Para dar água na boca.



Encomende:
 (11) 6610-6084 e 5081-3088
Facebook do Alexandre

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Quermesse na igreja alemã Sanctus Bonifatius


Estávamos a Carmem e eu voltando do nosso futebol dominical quando descobrimos essa igreja. A arquitetura é incrível, e eu quis entrar para conhecer. Tivemos a sorte de assistir o finzinho da missa, rezada em alemão.

Do pátio vinha um cheio maravilhoso de churrasco, linguiça e repolho e descobrimos que chegamos bem no dia da quermesse anual da igreja! Era sorte demais para desperdiçar: encontrar uma festa alemã que acontece apenas uma vez por ano, ao meio dia, mortas de fome.

Como tenho ascendência polonesa, a culinária do leste europeu e arredores me traz lembranças quentes da casa da minha avó. Como estávamos com roupa de ginásticas e as graves senhouras da igreja estavam muito chiques, fomos até em casa tomar um banho e trocar de roupa.



Acabamos chegando um pouco tarde, mas ainda deu para conseguir salsichas branca e vermelha, bolo de carne, chucrute de repolho roxo, nhoque alemao (Kartoffelspatzen) e muito molho de mostarda.


Estava MUITO BOM e nós já com dor de estômago de fome, então deu tudo certo! Depois desse almoço leve tinha ainda a sobremesa: cada velhinha tinha feito o seu melhor bolo. Para acompanhar, café com leite.


Foi uma pena só descobrir assim em cima da hora, só deu tempo de avisar no Twitter. Mas babem com as fotos e fiquem espertos para o ano que vem!

 Carmem aprovando o chucrute

A entrada foi R$5 e compramos cada uma um cartão de R$25 dinheirinhos que deu para comer, beber vinho e participar de joguinhos de quermesse.

Igreja Sanctus Bonifatius, Rua Humberto I, Vila Mariana.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Ypê Lanchonete e Sorveteria


Quem vê acha que é só um boteco todo trabalhado em pastilhas de azulejo pintadas de branco, mas o Ypê Lanchonete e Sorveteria tem um lanche (Xis, como chamamos no sul) louco de especial.

Depois de entrar e reparar nas mesas de fórmica bege e na decoração retrô-original - que reflete os 60 anos do lugar - o olho acaba atraído para os vários prêmios e citações em jornais e revistas que se espalham pelas paredes.

São vários anos figurando entre a lista da Veja dos melhores de São Paulo, entre várias outras homenagens.

Qualquer lanche do cardápio é muito bom, principalmente se você acrescentar maionese caseira, vinagrete, cebola frita e molho tártaro. Não precisa ser todos os itens juntos, claro.

Na minha opinião a única desvantagem é o preço, um boteco que cobra preço de lanchonete da moda sem ter os custos de decoração e divulgação que esses lugares tiveram.

Os lanches com quase nada dentro saem a partir de R$11. Acrescentando dois itens extra ao frango-egg, por exemplo, mais um suco de laranja, chegou ao total de R$22. E não é grande. Mas é delicioso.

Julgue por si mesmo:

Rua Vergueiro, 2137/2143, Vila Mariana
Disque-entrega até meia noite: 5573-2299

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Domingo no Parque da Aclimação

O Parque da Aclimação fica entre os bairros da Aclimação e Vila Mariana, relativamente perto do Ibirapuera. É um parque pequeno, mas charmoso de passear em um dia de sol. Em dias úmidos nem tanto. Muita lama.

As atrações são poucas, porém honestas: lago, pista de caminhada, brinquedos para as crianças, coreto e quadras poliesportivas.

Depois do passeio não faltam opções de almoço no redor: vegetariano, japonês, Mac Donalds, buffet, padaria...




segunda-feira, 10 de maio de 2010

Museu da Matemática

Vou contar um "causo".

Ia eu para o trabalho quando um moço me pára na rua e pergunta onde fica o Museu da Matemática. Eu disse para ele que não havia nenhum museu nos arredores da minha casa. Ele andou mais alguns metros e perguntou para outra pessoa, que apontou uma rua e disse "é ali".

Morri de vergonha né.

Em um domingo desses resolvi entrar na tal rua e procurar o Museu. E lá estava ele! A duas quadras da minha casa.O museu pertentece ao professor Aguinaldo Prandini Ricieri, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica - Departamento de Estudos Avançados em Propulsão de Foguetes. Pelo que pude averiguar, ele lecionava no Anglo, mas três anos atrás passou a prestar consultoria para a Petrobrás e não conseguiu mais se dedicar ao cursinho. Aí surgiu a idéia do Museu.

O prédio tem quatro andares, divididos em laboratórios e salas de aula. As aulas acontecem apenas nos finais de semana, e são Matemática Aplicada, módulos -2, -1, 0, 1, 2 e 3. Tive a sorte de chegar bem durante uma das palestras do prof. Aguinaldo. Ele dá apenas seis palestras por ano, e pelo que entendi, são disputadíssimas. Conversei com alguns alunos que ciculavam pelo prédio e notei que eles se pélam de medo do mestre, mas concordam que ele é um gênio. Tentei fotografar um dos laboratórios e um moço entrou em pânico com a possibilidade de o professor "não gostar" de eu tirar fotos.

Assisti um pouco da palestra sentada no chão com várias outras pessoas que não conseguiram lugar no auditório do museu. O professor demonstrava de onde vieram as fórmulas e quais as aplicações práticas da matemática que nos é empurrada goela abaixo no colégio. Realmente muito interessante. Fiquei cheteada por não ter ficado sabendo antes. Gostaria de ter chegado no início.

O Museu possui vários experimentos interativos, mas o que chama mesmo a atenção é uma particularidade: a enorme quantidade de quadros, ocupando todas as paredes livres. Retratos de matemáticos e pensadores de todas as épocas.

Fiquei altamente tentada a fazer o curso de finais de semana. Não sou muito fã do estilo professor de cursinho, com muitos gritos, frases de impacto e piadinhas, mas o conteúdo realmente faz valer a pena. Ainda estou considerando a possibilidade.

Infelizmente não lembrei de perguntar o preço, mas vou fazer isso e faço um update aqui.

Quem quiser visitar, fica na Rua Gaspar Lourenço, 64 - Metrô Ana Rosa - SP. (12) 3931-7281
O site é tosco, mas informativo.

domingo, 24 de janeiro de 2010

SESC - Salsa aos domingos


Um bom conselho para quem está chegando na cidade é: procure o SESC mais próximo de você. Esse aqui da foto é o Vila Mariana.


Lá onde eu nasci, Criciúma, tem um SESC. É muito bacana e eu participei de várias atividades quando era adolescente. Mas eram coisas normais, nada muito excepcional.

Depois que eu cheguei a São Paulo descobri que os SESCs aqui são incríveis, com arquitetura criativa, exposições fantásticas e TODAS as atividades que uma pessoa pode pensar em fazer. E outras que você nunca pensaria.

Nesses poucos meses que estou na cidade já visitei uns cinco ou seis SESCs diferentes, o que provavelmente é muito mais do que a média do paulistano comum durante toda a sua vida.

Cada SESC é um pouco voltado para um tipo de atividade. Mais artesanato, mas dança, esporte, gastronomia... isso não quer dizer que em todos não hajam atividades variadas.


Hoje fui no Vila Mariana, que é o mais perto da minha casa e eu ainda não conhecia. Por uns R$70 por ano você pode participar de todas as atividades, e eu ia me inscrever. Mas cheguei lá e tinha uma banda chilena botando pra quebrar na SALSA, e a comunidade em peso curtindo muito.

Lembrei da Amanda, que postou no blog dela a programação dos shows do Lyra Latina, mas achei que hoje não teria show nenhum. Não era o Lyra que estava tocando, mas essa banda também era muito boa.

Disfarcei, rodeei, rodeei, tirei fotos... e caí na dança, apresentando todo o meu gingado de palmito para a platéia de velhinhos.

O mais bacana é que o público era o mais heterogêneo que eu já vi na minha vida. De adolescentes a senhorinhas se abanando com um leque, a única que parecia estar com vergonha de balançar o esqueleto era eu.


Era só chegar e acompanhar os passos da dançarina que ensinava o pessoal ou arranjar um par e sair dançando.

Enquanto uns dançavam, outros curtiam o som e assistiam confortavelmente sentados nos bancos em volta da "pista de dança".


Fiz um vídeo do pessoal se divertindo:



Pelo que eu entendi vai continuar tendo esses shows de salsa nos domingos às 13h. Mas não consegui confirmar no site do SESC.

Se você estiver a fim de levantar o astral, passe por lá domingo que vem. Se não, escolha uma das outras centenas de possibilidades.

domingo, 22 de novembro de 2009

Outlet Casa das Calcinhas



Foi por acaso que eu escobri esse outlet. Tem uma lojinha pequena da Casa das Calcinhas aqui perto de casa, na Domingos de Moraes, não lembro o número, mas fica entre os metrôs Paraíso e Ana Rosa.

Passei várias vezes ali na frente e sempre tive curiosidade de entrar. Até que entrei na sexta, pra me refugiar da chuva. Acabei comprando esse conjunto fofo da Valisére que mais parece um biquini. Normalmente sou contra conjuntinhos, mas a idéia de usar ele como biquini me pareceu interessante mesmo.

O tecido é super fresquinho, de poliamida, bom para o verão. E a parte de cima veste super bem. Olha que eu tenho dificuldade em encontrar sutiãs que me agradem, porque tenho o peito grande e as costas estreitas, e não é simpes conciliar as duas coisas.

E também gostei porque as alças sao coloridas. Normalmente os sutiãs tem um pedaço de alça colorida e o resto liso, o que me irrita. Essa não, toda colorida.

O sutiã custou 29,90 e a calcinha 19,90.

Visitei o site da loja e descobri que ela já existe a 30 anos, com várias mega stores espalhadas pela cidade. Ali estão as coleções anteriores das marcas de lingerie mais legais, como Tri Fil, Marcin, Valisere, Darling, De Millus e outras.


Visite o site para encontrar a loja mais perto de você.

E se você não é de São Paulo, não fique triste. Também dá pra comprar pela internet!

sábado, 26 de setembro de 2009

RIP, Funga


Cartaz em um poste na Rua Conselheiro Rodrigues Alves, em Vila Mariana.

Esse blog é solidário à família do Funga e deseja que quem deu veneno pra ele queime no mármore do inferno.

Clique na imagem pra ampliar.