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domingo, 5 de junho de 2011

Ponto Chic: o Bauru mais famoso de São Paulo


O ponto sem glamour na avenida Vergueiro não chama a atenção de quem não é da cidade. Mas ali no Ponto Chic se esconde o mais tradicional Bauru da cidade.

O Ponto Chic original foi inaugurando durante a Semana de Arte Moderna de 1922, no Largo do Paissandu. Ali, aliás, é onde foi inventado o Bauru. Hoje existem também esta filial no Paraíso e uma em Perdizes.

Servido em um pão fancês, rosbife, tomates e pepino  vêm cobertos por um creme de queijos espetacular, que é receita secreta da casa e vem arrecadando premiações ao longo de todos estes anos.

Simplesmente imperdível.

*atualizado em 12/6/2011. Obrigada pelas observações, Luis!




 Ponto Chic

Cada Bauru sai por R$15.


Paissandu
Largo do Paissandu, 27
(55 11) 3222.6528
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Perdizes
Largo Pe. Péricles, 139
(55 11) 3826.0500
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Paraíso
Pça Oswaldo Cruz, 26
(55 11) 3289.1480
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sábado, 25 de setembro de 2010

Bistrô e cinema Reserva Cultural, no edifício Gazeta.

Um dos primeiros lugares que eu conheci quando vim a São Paulo pela primeira vez foi o Bistrô Reserva Cultural, na Gazeta, em plena Avenida Paulista. 

O prédio é facilmente identificável, com o nome escrito em letras gigantes de concreto na fachada. Dentro dele funciona a Fundação Cásper Líbero, que engloba a TV Gazeta, a faculdade, o teatro Gazeta, e mais um monte de coisas, como o cinema Reserva Cultural e seu bistrô.

Hoje vamos falar do cinema e bistrô. O Reserva Cultural exibe filmes cult, documentários, e demais alternativas à programação pop da maioria dos cinemas. O ambiente é chamoso e oferece para os clientes a possibilidade de comprar livros e CDs de arte ou sobre cinema, tomar um café ou fazer uma refeição no pequeno restaurante junto à sala de espera do cinema.


O bistrô fica um pouco abaixo da altura da calçada, mas recebe luz natural vinda das grandes janelas que dão diretamente para a avenida Paulista. Almoçar obeservando as pernas das pessoas que passam é uma experiência engraçada.

O preço da entrada inteira do cinema é R$20,00, um pouco mais cara do que a maioria dos cinemas. Vale a pena pela qualidade dos filmes, mas as instalações são antiquadas.
Talvez pelo ambiente sofisticado do restaurante, algumas pessoas acabam não experimentando a comida do lugar por medo do preço, mas a maioria dos pratos é bem servida e com preço justo (considerando-se, claro, que estamos na avenida Paulista). 
A maior parte das opções fica entre R$15 e R$35. Veja o cardápio.
Entrada de quiche com salada

Talharine verde aos dois salmões
Risoto ao funghi
Creme brullé
Tarte Tartin
A tarte Tatin (lê-se "tatan") é uma torta de frutas típica francesa, inventada pelas irmãs Stéphanie e Caroline Tatin. Consiste em uma torta normal de fruta, com a especial particularidade de ser confeccionada ao contrário, ou seja: na forma colocam-se as frutas e por cima, derrama-se até cobrir, a massa. Ao desenformar a torta após cozedura no forno, esta fica com as frutas no topo. (via Wikipedia)

Endereço: FUNDAÇÃO CÁSPER LÍBERO - Av. Paulista, 900

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Quermesse na igreja alemã Sanctus Bonifatius


Estávamos a Carmem e eu voltando do nosso futebol dominical quando descobrimos essa igreja. A arquitetura é incrível, e eu quis entrar para conhecer. Tivemos a sorte de assistir o finzinho da missa, rezada em alemão.

Do pátio vinha um cheio maravilhoso de churrasco, linguiça e repolho e descobrimos que chegamos bem no dia da quermesse anual da igreja! Era sorte demais para desperdiçar: encontrar uma festa alemã que acontece apenas uma vez por ano, ao meio dia, mortas de fome.

Como tenho ascendência polonesa, a culinária do leste europeu e arredores me traz lembranças quentes da casa da minha avó. Como estávamos com roupa de ginásticas e as graves senhouras da igreja estavam muito chiques, fomos até em casa tomar um banho e trocar de roupa.



Acabamos chegando um pouco tarde, mas ainda deu para conseguir salsichas branca e vermelha, bolo de carne, chucrute de repolho roxo, nhoque alemao (Kartoffelspatzen) e muito molho de mostarda.


Estava MUITO BOM e nós já com dor de estômago de fome, então deu tudo certo! Depois desse almoço leve tinha ainda a sobremesa: cada velhinha tinha feito o seu melhor bolo. Para acompanhar, café com leite.


Foi uma pena só descobrir assim em cima da hora, só deu tempo de avisar no Twitter. Mas babem com as fotos e fiquem espertos para o ano que vem!

 Carmem aprovando o chucrute

A entrada foi R$5 e compramos cada uma um cartão de R$25 dinheirinhos que deu para comer, beber vinho e participar de joguinhos de quermesse.

Igreja Sanctus Bonifatius, Rua Humberto I, Vila Mariana.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Aska: Lámen na Liberdade

Por sugestão do @leandrohramos fomos conhecer o restaurante Aska, que serve exclusivamente Lámen, tipo uma sopa de macarrão que não parecem em nada com o miojo nosso de cada dia.

O Aska é tipo um Clube da Luta. Tem uma lista de regras colada na porta e é isso aí, ou você joga (come) conforme as regras ou é banido do lugar.

As regras são (clique na foto para ampliar e ler o original):

1- Enquanto o seu grupo não estiver completo, você espera na rua. Nada de sentar enquanto ainda tiver gente para chegar. 
 
2- Até duas pessoas, só pode sentar no balcão.

3 - Quando houver fila de espera:
- Você vai dividir a mesa com outras pessoas.
- Não é permitido Kaedama (pedir pra colocar mais macarrão no caldo que ficou na tigela).
- Se você for pedir mais comida, peça logo, não espere terminar de comer para só aí pedir mais.

4 - Desocupe o lugar o mais breve possível.

5- Pagamento só em dinheiro.

Meu primeiro pensamento foi que o Leandro estava nos metendo em uma baita furada, até porque o espertinho esqueceu de avisar que o pagamento é só em cash e tivemos que fazer alguns trâmites bancários de último minuto. Mas quando entramos e tomamos nosso lugar no balcão (mesmo sendo um grupo de mais de dois) o cheiro delicioso do lugar me fez rever meus conceitos. Um lugar com tantas regras desaforadas e mesmo assim tão lotado tem que ter algum segredo!

O cardápio não fez muito sentido para mim, mesmo com a disposição do garçom para dar explicações, então escolhi meio no uni-duni-tê, enquanto obervava o chef japonês comandando a linha de produção, completamente metódica, como poderia se esperar.

O lugar transbordava de tipos interessantes, mas fiquei sem graça de fotografar a cara das pessoas. Vários jovens japoneses super estilosos com cortes de cabelo legais.

Serviram uns naquinhos de carne fria como entrada, e já que eu tenho licença para cometer gafes no japonês, por ser tudo tão novo pra mim, comi a carne com a mão, coloquei na sopa, fiz o que deu vontade.

Pedimos um guioza de entrada que estava bem gostoso e achei interessante: eles não servem o molho de alho, mas te dão os ingredientes para preparar na proporção da tua preferência.

O grande astro da noite foi, claro, o Lámen. Com pedaços de carne e o caldo da sua preferência, é simplesmente fantástico (só de lembrar agora me dá água na boca). Pedi o meu com cebolinha picada e vi que eles não brincam em serviço: 2cm de cebolinha cobrindo a sopa.

Aliás, a tigela é quase um balde, mesmo com fome não consegui chegar ao fundo do pote. Quem precisa de Kaedama? Sente a cara de sem vergonha da @ca_freitas enquanto o @leandrohramos come bem concentrado.



Não, eu não sou bulímica. Tô tentando comer sem me sujar!

Clique na foto para ver o ovo marmoreado que veio de enfeite. Lembrei muito do meu pai, se um dia ele tiver coragem de vir me visitar nessa cidade que ele repudia tanto, levarei-o no Aska.

A grande vantagem do lugar, além do sabor, é o preço. Tem que ser pagamento em dinheiro, mas o Lamen fica em torno de R$11. Com guioza de entrada (dividimos) e cerveja, deu menos de R$20 por pessoa.

Tirei uma explicação muito útil desse blog. Vai me ajudar na próxima ida ao Aska:


Cercado de segredos na fabricação de seu caldo e de sua massa, o Lámen varia conforme seus acompanhamentos e sabores de sua sopa. A sopa pode ser:
  • Shiô Lamen: caldo sem adição de nada mais além do sal. Cor clara, quase trasparente. Ressalta o sabor da sopa em si, deixando o prato bem leve, sem prejudicar seu sabor.
  • Shoyu Lamen: com molho de soja, cor de shoyu. Pode acompanhar pimenta-do-reino branca e é um pouco mais encorpado,  bem saboroso e delicado.
  • Missô Lamen: com pasta fermentada de soja, turvo, com cor meio amarelo-acinzentado, com sabor encorpado e denso (é o da foto).
Há acomanhamentos também que dão o toque para o prato; os principais são:
  • Chashu ( tyashu ou tchashu ou qq coisa): lombo de porco especialmente preparado, delicioso!
  • Negui ou Onegui: cebolinha tanto picadinha ou em tirinhas que dão o toque em qualquer prato japones
  • Yassai: mistura de legumes e verduras refogados que completam o prato
Além disso, há:
  • Wakame: alga marinha de sabor delicado que vai no meio do caldo
  • Nori: a mesma alga do sushi, dá um aroma fantástico
  • Takenoko: broto de bambu especialmente preparado de sabor delicado ou intenso dependendo do modo de preparo
  • Tikuwa, narutomaki, ovo marmorizado etc. tanto são tanto saborosos quanto ornamentam o prato


Endereço: Rua Galvão Bueno, 466, Liberdade
Telefone: (11) 3277-9682

segunda-feira, 1 de março de 2010

Começa hoje a Restaurant Week São Paulo - 1 a 14 de março

A Restaurant Week é uma ação onde resturantes renomados - e caros, em vários casos - da cidade adaptam seus pratos para oferecer menus com entrada, prato principal e sobremesa por R$ 27,50 no almoço e R$ 39,00 no jantar, mais R$ 1 para a Fundação Ação Criança.

Isso permite que pessoas "normais" se esbaldem visitando restaurantes sofisticados.

Claro que as porções não são para encheeeeeer a barriga, mas há de se levar em consideração que você estará em um ambiente bacana e com um atendimento legal (espero).

Entre alguns participantes: Arabia, Bar Brahma, Nakombi, O Gato que Ri, P.J. Clarke’s, Philippe Bistrô, Tarsila, TGI Friday´s, Thai Gardens...

Baixe o pdf com o guia completo. 

Veja as reportagens a respeito da última edição.

A foto que ilustra esse post é a entrada do Nakombi, tirada pelo @pergunteaourso, que já aproveitou o primeiro momento da promoção!  

update:

Prato principal e sobremesa do Nakombi


 
 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Café Octávio: dicas para frequentar o barril mais agradável de SP sem falir

- As fotos desse post são do site do Octávio. Meu cartão de memória entalou no notebook. Assim que eu conseguir sugar ele pra fora com um desentupidor de pia, postarei as fotos que eu fiz - 


Sempre gostei do Café Octavio, mesmo nunca tendo entrado ali. Ele me lembra um barril, ou uma tina de banho. Isso é um elogio.

Hoje resolvi entrar e ver se tem alguma coisa que combine com o meu bolso.

O atendimento é bacana, as cadeiras são grandes e confortáveis e os chás, cafés e assemelhados variam entre 5 e 8 reais, na maioria. Ou seja: grande lugar pra sentar com o notebook e ficar escrevendo sem ser incomodada, usando o wireless do Café. A grande vantagem de lugares chiques e bacanas é que a maioria das pessoas pobrinhas como eu ficam intimidades de entrar, logo, estão sempre mais vazios e silenciosos do que os Starbucks da vida.

Pedi um Laranja ao Café, um Chá Gelado de Frutas Vermelhas e um Earl Gray, quente (é, eu fiquei um bom tempo lá). Estavam ótimos.

A arquitetura do interior é muito interessante, feita para ser bonita, sem maiores funcionalidades. Para chegar no banheiro, uma rampa que dá a volta acompanhando a parede arredondada. À medida em que eu pisava na rampa, luzes iam acendendo textos com a história do café.



A conclusão é que o Octavio é um lugar possível de se frequentar com regularidade sem ir à falência, para escrever, conversar e curtir o espaço. Se o cidadão sentir fome, os pratos ficam em torno de 40 reais e os sanduíches na média de 25, com ingredientes luxuosos. Para gastar menos, fique com os salgados expostos no balcão.



Av. Brigadeiro Faria Lima, 2.996 - Jardim Paulistano

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Comendo bem em São Paulo

Minhas calças não me deixam mentir: é difícil ser esbelto em São Paulo. As opções são incríveis e deliciosas, desde o fast food até o luxo culinário.

Acontece que muita gente acaba não experimentando o que a cidade tem de melhor porque está com pouca grana e tenta econimizar comendo no shopping. Eu sempre defendo que pensar como rico não custa nada. Quem está com pouca grana acaba ficando com "medo" de lugares mais bacanas e nem tem coragem de olhar o cardápio e ver se os preços são tão horriveis mesmo.

Considerando que um almoço no shopping pode acabar custando R$30 se você quiser comer bem, vou sugerir alguns lugares completamente pagáveis se o cidadão tiver um pouco de noção e não pedir nenhum drink ou bebida alcóolica.

Vamos começar pelo italiano Così, que tem o chef Renato Carioni, que já trabalhou no Ritz (Londres), Enoteca Pinchiorri (Florença), Château Chèvre d'Or (Cannes) e Cantaloup (São Paulo). O ambiente é gostoso e os pratos encantadores.

Clique nas fotos, se quiser ampliar.





Contrariando a minha própria dica, sugiro a saquerinha de frutas vermelhas, imperdível. A entrada de polenta com brie e damasco pode soar estranha, mas é um dos carros chefes da casa, e junto com a caipira já vale a visita.
 
Os pratos principais são super criativos e lindamente apresentados, e variam entre R$20 e R$40 cada.
 



Para sobremesa, mousse de nutella e pavê de frutas vermelhas são as opções mais interessantes.



O Così fica na rua Barão de Tatuí, 302, Higienópolis. 3826-5088.


‎A segunda dica é o L´Entrecôte de Ma Tante, do famoso chef Olivier Anquier. A idéia do bistrô é bem interessante: só é servido um único prato, o entrecot com o molho secreto da tia do Olivier (a tradução do nome do lugar é justamtente essa: O Entrecot da Minha Tia). Se é pra fazer só um, vamos fazer direito!

Do lado de fora, azulejos antigos dão um charme especial.
Lá costuma ter fila. No sábado passado, as 16h, a fila de espera era de 40 minutos. Acredite, vale totalmente a pena. Se conseguir esperar no bar, peça uma tábua de queijos.


 Primeiro é servida uma salada de folhas verdes com molho de mostarda e aí vem a carne. Eu pedi o meu entrecot bem malpassado, cru mesmo, porque é assim que a gente come lá no sul, mas aqui em SP o que tem mais saída é o ao ponto. O prato é bem servido, e a batatinha frita tem reposição à vontade. Ninguém pode dizer que saiu de lá com fome.



Esse molho, é um negócio, tu não tem noção. Me fez pensar que é bom estar viva.

E aí como só tem uma opção de prato principal são cinco sobremesas, pra compensar, mas o que é isso, 99% dos clientes são espertos e pedem a mousse de chocolate.
A mousse vem em uma tigela gigante e o garçon serve a quantidade que o cliente desejar. Ou seja, no meu caso, MUITO.



É de lamber a colherinha.
O Entrecot, com a salada sai por R$ 37. A mousse, R$11.

O L´Entrecôte de Ma Tante fica na rua Rua Doutor Mário Ferraz, 17 Itaim Bibi - (11) 3034-5324


E a última dica de hoje é o Drake's Bar and Deck, que fica dentro do prédio do Centro Brasileiro Britânico, nos fundos. Ele é dividido em um bar, bem no estilo de pub inglês, e um restaurante.


O nome do lugar e o tema naval homenageiam Francis William Drake. O restaurante é um grande jardim, onde os clientes podem escolher ficar embaixo de uma enorme tenda ou ao ar livre, perto da água e das plantas.



Dá até pra esquecer que estamos dentro de São Paulo. O buffet de saladas, massas e sobremesas fica por R$ 22 durante a semana.

o Drake's fica na Rua Ferreira de Araújo, 741, Pinheiros. 3039-0508
Você pode seguir o Drake's no Twitter.

Aí está a prova de que é possivel ter uma vida digna em São Paulo mesmo sem ser rico, ao contrário do que muitos pensam.

basta um pouco de auto controle na hora de fazer o pedido ao garçon.