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domingo, 17 de julho de 2011

Fancy Goods: a loja mais fofa da Liberdade



No bairro da Liberdade existem dezenas de lojinhas de todo tipo de cacareco fofo japonês, e mesmo assim a Fancy Goods consegue se destacar. As donas da loja não compram dos mesmos fornecedores das outras lojas, elas tem amigos no japão que mandam coisinhas escolhidas a dedo.



Os preços não são nenhuma pechincha, mas é meio impossível não comprar nada.
Uma das coisas que eu mais gostei é a variedade INCRÍVEL de guarda-chuvas (afinal, estamos na terra da garoa, certo?) de todos os tamanhos e formatos. Comprei um super dobrável e leve para a minha bolsa por algo em torno de R$40.










As marmitas de sapinho são pra fazer o pessoal do escritório coachar de inveja (an, an!). Fala se nao é TUDO colocar esse kit na sua mesinha e comer o feijão com farofa do dia!


Agora, ISSO é de deus!
Tente adivinhar pra que serve:

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Adivinhou?

São suportes para botas! Para você guardar elas em pé sem amassar o cano!
Não é lindo?




A Fancy Goods fica no endereço Rua Galvão Bueno, 224, relativamente perto do metrô Liberdade.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Aska: Lámen na Liberdade

Por sugestão do @leandrohramos fomos conhecer o restaurante Aska, que serve exclusivamente Lámen, tipo uma sopa de macarrão que não parecem em nada com o miojo nosso de cada dia.

O Aska é tipo um Clube da Luta. Tem uma lista de regras colada na porta e é isso aí, ou você joga (come) conforme as regras ou é banido do lugar.

As regras são (clique na foto para ampliar e ler o original):

1- Enquanto o seu grupo não estiver completo, você espera na rua. Nada de sentar enquanto ainda tiver gente para chegar. 
 
2- Até duas pessoas, só pode sentar no balcão.

3 - Quando houver fila de espera:
- Você vai dividir a mesa com outras pessoas.
- Não é permitido Kaedama (pedir pra colocar mais macarrão no caldo que ficou na tigela).
- Se você for pedir mais comida, peça logo, não espere terminar de comer para só aí pedir mais.

4 - Desocupe o lugar o mais breve possível.

5- Pagamento só em dinheiro.

Meu primeiro pensamento foi que o Leandro estava nos metendo em uma baita furada, até porque o espertinho esqueceu de avisar que o pagamento é só em cash e tivemos que fazer alguns trâmites bancários de último minuto. Mas quando entramos e tomamos nosso lugar no balcão (mesmo sendo um grupo de mais de dois) o cheiro delicioso do lugar me fez rever meus conceitos. Um lugar com tantas regras desaforadas e mesmo assim tão lotado tem que ter algum segredo!

O cardápio não fez muito sentido para mim, mesmo com a disposição do garçom para dar explicações, então escolhi meio no uni-duni-tê, enquanto obervava o chef japonês comandando a linha de produção, completamente metódica, como poderia se esperar.

O lugar transbordava de tipos interessantes, mas fiquei sem graça de fotografar a cara das pessoas. Vários jovens japoneses super estilosos com cortes de cabelo legais.

Serviram uns naquinhos de carne fria como entrada, e já que eu tenho licença para cometer gafes no japonês, por ser tudo tão novo pra mim, comi a carne com a mão, coloquei na sopa, fiz o que deu vontade.

Pedimos um guioza de entrada que estava bem gostoso e achei interessante: eles não servem o molho de alho, mas te dão os ingredientes para preparar na proporção da tua preferência.

O grande astro da noite foi, claro, o Lámen. Com pedaços de carne e o caldo da sua preferência, é simplesmente fantástico (só de lembrar agora me dá água na boca). Pedi o meu com cebolinha picada e vi que eles não brincam em serviço: 2cm de cebolinha cobrindo a sopa.

Aliás, a tigela é quase um balde, mesmo com fome não consegui chegar ao fundo do pote. Quem precisa de Kaedama? Sente a cara de sem vergonha da @ca_freitas enquanto o @leandrohramos come bem concentrado.



Não, eu não sou bulímica. Tô tentando comer sem me sujar!

Clique na foto para ver o ovo marmoreado que veio de enfeite. Lembrei muito do meu pai, se um dia ele tiver coragem de vir me visitar nessa cidade que ele repudia tanto, levarei-o no Aska.

A grande vantagem do lugar, além do sabor, é o preço. Tem que ser pagamento em dinheiro, mas o Lamen fica em torno de R$11. Com guioza de entrada (dividimos) e cerveja, deu menos de R$20 por pessoa.

Tirei uma explicação muito útil desse blog. Vai me ajudar na próxima ida ao Aska:


Cercado de segredos na fabricação de seu caldo e de sua massa, o Lámen varia conforme seus acompanhamentos e sabores de sua sopa. A sopa pode ser:
  • Shiô Lamen: caldo sem adição de nada mais além do sal. Cor clara, quase trasparente. Ressalta o sabor da sopa em si, deixando o prato bem leve, sem prejudicar seu sabor.
  • Shoyu Lamen: com molho de soja, cor de shoyu. Pode acompanhar pimenta-do-reino branca e é um pouco mais encorpado,  bem saboroso e delicado.
  • Missô Lamen: com pasta fermentada de soja, turvo, com cor meio amarelo-acinzentado, com sabor encorpado e denso (é o da foto).
Há acomanhamentos também que dão o toque para o prato; os principais são:
  • Chashu ( tyashu ou tchashu ou qq coisa): lombo de porco especialmente preparado, delicioso!
  • Negui ou Onegui: cebolinha tanto picadinha ou em tirinhas que dão o toque em qualquer prato japones
  • Yassai: mistura de legumes e verduras refogados que completam o prato
Além disso, há:
  • Wakame: alga marinha de sabor delicado que vai no meio do caldo
  • Nori: a mesma alga do sushi, dá um aroma fantástico
  • Takenoko: broto de bambu especialmente preparado de sabor delicado ou intenso dependendo do modo de preparo
  • Tikuwa, narutomaki, ovo marmorizado etc. tanto são tanto saborosos quanto ornamentam o prato


Endereço: Rua Galvão Bueno, 466, Liberdade
Telefone: (11) 3277-9682

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Por que eu adoro o bairro da Liberdade: o ônibus das loiras e o metrô dos japoneses

Ia começar mais um post sobre a Liberdade, para contar sobre a Ikesaki, e notei que ando tendenciosa. Então primeiro contarei "causos" para explicar por que eu tendo a postar mais sobre a Liberdade do que outros bairros de São Paulo.

primeiro "causo":
Morei seis anos em Porto Alegre. Um dia, entraram dois paulistas no ônibus em que eu estava. Eles pararam na cobradora e começaram a rir e tirar fotos, e fizeram tanto barulho que conseguiram a minha atenção e das outras dez meninas que também estavam no ônibus. O motivo da comoção: fora os dois, o resto do carro estava povoado somente de LOIRAS. Olhamos em volta e eles estavam certos, a motorista era loira, a cobradora também, e todas as passageiras também, mulheres loiras, tão somente. Obviamente era uma situação completamente inusitada, porque estamos falando de Porto Alegre, e não de Oslo. Mesmo assim os meninos tiraram fotos com a gente e trouxeram para São Paulo a prova de que no sul todo mundo é LOIRA, até motorista de buzum.

segundo "causo":
Eu cresci em Santa Catarina, na cidade de Criciúma. Durante os 11 anos que eu passei estudando no mesmo colégio, eu tive UM colega japonês, o @Sakae. Talvez tenha tido mais um, ou dois, mas o mais japonês era ele mesmo. Em PoA eu não lembro de ter estudado com nenhum lá na na UFRGS.

Vocês entendem? O Sakae era tipo, a minha loira.

Então quando eu cheguei em São Paulo e tomei o metrô para Liberdade eu olhei para os lados e, wow! Um vagão só de JAPONESES! Eu queria abraçar eles e tirar uma foto pra mandar pra minha mãe, mas tenho a sensação que quando se faz isso com loiras é ok, mas com japoneses é meio politicamente incorreto, sei lá.

Mesmo sem ter a cara de pau dos paulistas em PoA, eu adoro a Liberdade. Sou obcecada por Temaki. Por Melona. Por Guioza. Na minha primeira vez lá comi um Moti achando que era brigadeiro e tentei trocar porque tava podre, mas me explicaram que tem esse gosto porque, embora pareça um negrinho, é feito de feijão e coberto com peixe e açúcar.

Então para mim japoneses são exóticos e interessantes. Para quem mora na cidade, são só mais japoneses. Aliás, mais um motivo para eu gostar de morar aqui. As pessoas acham a minha aparência muito mais legal aqui do que em outros estados, onde tem várias loiras genéricas. Aqui eu sou "A loira", em Criciúma o Sakae era "O japonês". As minhas amigas lá do sul, quando vem pra cá, comentam: nossa, eu fui num bar e tinha CINCO japoneses!

Resumindo: adoro o Brás, mas, prefiro comer coisas que eu não sei preparar!

E ainda acho tudo que é japonês incrível e compro para presentar o pessoal de SC.

Então queridos amigos, perdoem essa minha tendência de postar mais sobre o que é novo para mim, prometo que vou fazer força para manter o equilíbrio de bairros!

E, logo mais, farei o tal post da Ikesaki, claro.