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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Café Octávio: dicas para frequentar o barril mais agradável de SP sem falir

- As fotos desse post são do site do Octávio. Meu cartão de memória entalou no notebook. Assim que eu conseguir sugar ele pra fora com um desentupidor de pia, postarei as fotos que eu fiz - 


Sempre gostei do Café Octavio, mesmo nunca tendo entrado ali. Ele me lembra um barril, ou uma tina de banho. Isso é um elogio.

Hoje resolvi entrar e ver se tem alguma coisa que combine com o meu bolso.

O atendimento é bacana, as cadeiras são grandes e confortáveis e os chás, cafés e assemelhados variam entre 5 e 8 reais, na maioria. Ou seja: grande lugar pra sentar com o notebook e ficar escrevendo sem ser incomodada, usando o wireless do Café. A grande vantagem de lugares chiques e bacanas é que a maioria das pessoas pobrinhas como eu ficam intimidades de entrar, logo, estão sempre mais vazios e silenciosos do que os Starbucks da vida.

Pedi um Laranja ao Café, um Chá Gelado de Frutas Vermelhas e um Earl Gray, quente (é, eu fiquei um bom tempo lá). Estavam ótimos.

A arquitetura do interior é muito interessante, feita para ser bonita, sem maiores funcionalidades. Para chegar no banheiro, uma rampa que dá a volta acompanhando a parede arredondada. À medida em que eu pisava na rampa, luzes iam acendendo textos com a história do café.



A conclusão é que o Octavio é um lugar possível de se frequentar com regularidade sem ir à falência, para escrever, conversar e curtir o espaço. Se o cidadão sentir fome, os pratos ficam em torno de 40 reais e os sanduíches na média de 25, com ingredientes luxuosos. Para gastar menos, fique com os salgados expostos no balcão.



Av. Brigadeiro Faria Lima, 2.996 - Jardim Paulistano

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Prédios da Medicina USP

Quando eu visitei a medicina da USP para o lançamento do livro do CAOC eu fiquei meio chocada com todo o luxo. Mármore, vitrais, madeira maciça, faxineiras uniformizadas, tudo grande limpíssimo e lindo.

Para quem estudou na FABICO - UFRGS antes da reforma, como eu, e trabalhou em um laboratórico fotográfico feito com sacos de lixo em um prédio completamente abandonado, todo esse glamour é quase ofensivo.

São universidades federais, mantidas pelo país. Claro que em qualquer lugar a medicina recebe mais recursos do que a comunicação, mas isso é ridículo. Respeito a tradição dessa universidade, acho ótimo que os estudantes de medicina tenham todo esse conforto. Só queria ter tido um pouco pra mim.

update:
O Ivan me corrigiu: a USP não é federal, como eu pensava, mas sim estadual:

A USP é uma universidade ESTADUAL, mantida com um percentual fixo da arrecadação de impostos do ESTADO de São Paulo. o prédio da Medicina (assim como o da Faculdade de Direito) reflete a riqueza e a tradição acadêmica do estado mais rico do país. Não há  injustiça nisso. O dinheiro é gerado aqui e aplicado aqui. Ninguém está tomando nada de nenhum outro estado.  A USP, com seus defeitos e suas qualidades, é o resultado do trabalho e da diligência do povo e da elite de São Paulo. Se não tem nada igual em Porto Alegre, não é culpa dos paulistas.

O Jõao Ribeiro, presidente do CAOC, me explicou que o prédio foi construído com recursos da Fundação Rockefeller e até hoje é mantido com auxílio da mesma fundação norte americana.

Dequalquer forma, o edifício vale a visita. Não deixe de subir ao quinto andar para obervar a vista de quase 360 graus da cidade.








Ps: depois que o Ivan me corrigiu eu escobri que existe a UNIFESP, Universidade Federal de São Paulo.

O meu consolo é que não era só eu que não sabia da existência dela... pedi informaçõe a respeito a alguns amigos paulistas e eles não tinham muito para me contar. Sorte que existe o Google, né?

Visite o site da UNIFESP.