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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Espetinhos na Vila Mariana


Espetinhos são sempre uma boa opção: para quem está com pressa, para economizar, experimentar vários sabores, comer pouco, comer muito, assistir ao jogo... na Vila Mariana temos vários restaurantes de espetinhos, mas vou começar contando para vocês sobre um pouco conhecido: o Espetinho da Vila.

O Espetinho da Vila fica na mesma rua do Museu da Matemática, escondido em uma ladeirinha tranquila perto do metrô Ana Rosa. Gosto dele porque geralmente tem bastante lugar para se acomodar, mesmo em dia de jogo e ninguém enche o saco. Valorizo muito isso. Ambiente sussa. Famíliar, porém sem crianças. Me gusta.

O lugar oferece combinações infinitas de espetinhos, desde frios (presunto, queijo, salame), saladas, carnes nobres, queijos, vegetarianos, frutos do mar, doces, etc, até os tradicionais, que todo mundo conhece e ama.

Como proceder sendo pobre:

Seja esperto, antes de pedir veja os preços no cardápio com atenção. Acompanhamentos como batata frita e aipim são caros, e os espetinhos variam muito de preço. Por exemplo: o espetinho de alcatra é R$4,30. O espetinho de medalhão de alcatra é R$8,90. Sentiu a maldade?

Na hora da fome você aceita tudo e depois paga uma conta alta. Por isso, tem que ter malandragem. Espetos como camarão, salmão, picanha e carré de cordeiro obviamente são mais caros. Mantenha o cardápio à vista para tirar eventuais dúvidas.


Na hora da sobremesa o tradicional da casa é a banana assada na grelha com leite condensado e canela... nham. Vem com um espetinho enfeitando. Para quem não gosta de banana assada, tem os espetinhos de frutas com chocolate e tortas holandesa e de limão. Eu peço sempre as tortas.

 Quando o clima está agradável gosto de sentar nas mesinhas externas porque as pedrinhas redondas são engraçadas de pisar! Você afunda nelas.

Em dias frios é complicado frequentar o Espetinho da Vila porque ele tem um lado aberto, sem paredes. Até existem proteções de plástico, mas fica BEM GELADINHO ali dentro.



www.espetinhodavila.com.br
Fica na Rua Machado de Assis 285, Vila Mariana.
11 5081-5580

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Restaurante Totó: comida italiana e caipirinhas

Ontem conheci o restaurante Totó, na Vila Nova conceição, perto da Av Santo Amaro. O lugar é um charme, plantas por todos os lados e imagens do ator italiano Antonio De Curtis, o Totó (1898-1967). Justamente por ser em uma casa com muita natureza, quando for escolher a sua mesa observe que algumas têm ar condicionado e outras estão em locais abertos, sujeitas ao clima.

As receitas são italianas, basicamente pastas e risotos, e os pratos custam partir de trinta reais. Como entrada recomendo toda crocância dos canapés de queijo brie com presunto cru:


Entre os pratos principais, um dos mais pedidos é a massa com camarões, gorgonzola e nozes. Por mais estranha que a combinação pareça, funciona. Talvez pela foto abaixo pareça que vem pouca comida, mas acredite, o prato que é grande. Mesmo com fome eu não consegui terminar.


Coelho com risoto:


Para a sobremesa eu arrisquei a Zuppa de chocolate com creme (quatorze reais). Apesar de muito bonitinha, servida em um prato com "Totó" escrito em chocolate, não gostei. Meio seca, meio sem gosto, sei lá.


Mas, deixei para falar por último do mais importante!

O Restaurante Totó é conhecido principalmente por suas caipirinhas super elaboradas e de-li-ci-o-sas. As misturas são super interessantes, como a Cítrica, que leva limões galego, cravo e siciliano, lima-da-pérsia, mexerica e grapefruit. A preferida dos frequentadores é a Cajurica, de caju com mexerica e limão cravo:



As caipirinhas ficam em torno de quatorze reais. Mas se você quiser experimentar em casa, encontrei a receita da Cajurica:

CHEF: Alfredo Martins (barman)
Ingredientes

Suco de 1/2 mexerica
1/4 de mexerica
Suco de 1/2 limão cravo (pode ser substituído por Limão taiti de tamanho médio)
1 caju
80ml de cachaça ou vodca
Gelo
Açúcar ou adoçante a gosto
Modo de preparo

Corte o caju ao meio e já reserve quatro fatias bem finas para posterior decoração. Amasse bem o restante do caju e depois coloque a mexerica. Amasse também, mas com uma certa delicadeza, sem fazer muita pressão com o socador. Na seqüência, adicione o suco da mexerica e do limão, gelo e a bebida (Vodca ou cachaça branca). Mexa bem com uma colher para drinks até gelar bem e homogenizar a bebida. Por fim, decore com fatias bem finas de caju nas paredes internas do copo.

Obs: o ideal é que se utilize copos de 300 a 380 ml. Assim pode-se ter uma caipirinha que do começo ao fim se mantem sempre gelada sem perder o sabor.

Rendimento: 1 copo

 O Totó não faz propaganda, não tem site e nem placa na frente, mal e mal o nome escrito na porta. A propaganda é boca a boca, do pessoal que gosta e leva os amigos para conhecer. Mesmo assim, está sempre cheio.

Vai lá: Rua Dr Sodré 77, Vila Nova Conceição. Tel (11) 30451966 ou 38419067

segunda-feira, 1 de março de 2010

Começa hoje a Restaurant Week São Paulo - 1 a 14 de março

A Restaurant Week é uma ação onde resturantes renomados - e caros, em vários casos - da cidade adaptam seus pratos para oferecer menus com entrada, prato principal e sobremesa por R$ 27,50 no almoço e R$ 39,00 no jantar, mais R$ 1 para a Fundação Ação Criança.

Isso permite que pessoas "normais" se esbaldem visitando restaurantes sofisticados.

Claro que as porções não são para encheeeeeer a barriga, mas há de se levar em consideração que você estará em um ambiente bacana e com um atendimento legal (espero).

Entre alguns participantes: Arabia, Bar Brahma, Nakombi, O Gato que Ri, P.J. Clarke’s, Philippe Bistrô, Tarsila, TGI Friday´s, Thai Gardens...

Baixe o pdf com o guia completo. 

Veja as reportagens a respeito da última edição.

A foto que ilustra esse post é a entrada do Nakombi, tirada pelo @pergunteaourso, que já aproveitou o primeiro momento da promoção!  

update:

Prato principal e sobremesa do Nakombi


 
 

sábado, 5 de dezembro de 2009

Jantar com design premiado


Minha irmã, formanda em arquitetura, passou uns dias aqui em São Paulo comigo. Como ela veio para a Bienal de arquitetura e ficou por poucos dias, resolvi otimizar o tempo e já começar a estadia dela aqui com uma surpresa.

Meses atrás ela me mandou o link de uma reportagem falando da arquitetura do restaurante Kaá, que ganhou vários prêmios internacionais. Eu deixei a aba da reportagem aberta no meu FireFox todo esse tempo (eu tenho a mania feia de cultivar abas por meses) e quando ela estava chegando, liguei para reservar uma mesa pra gente.

Não tinha mais reservas disponíveis, então a solução era chegar cedo para conseguir mesa. Depois de enfrentar o trânsito refrescante das 19h de uma sexta feira dentro de um taxi, chegamos na fachada branca, com uma porta marrom e um coqueiro.

Quando a porta se abriu, a Márcia quase caiu pra trás. Ela ficou em choque e não acreditou que eu tinha levado ela no Kaá. A hostess até achou graça da reação Porta da Esperança que ela teve.


O lugar ainda estava vazio, então aproveitamos para fazer perguntas para os garçons, tirar fotos e pagar todo o tipo de mico.

Visitamos a sala VIP, andamos por tudo, e a Márcia repetia que se sentia em um sonho, com tudo tão lindo.

É, vantagens de ser colona e pobre. A gente se deslumbra. E eu adoro me deslumbrar. Né?

O Kaá fica em um galpão estreito e comprido, e o que seria um espaço péssimo para um restaurante acabou ficando genial com as opções de design que foram tomadas.


À esquerda de quem entra, a parede alta é tomada inteira por um jardim vertical, interrompido apenas por prateleiras imponentes atrás do bar.

O clima "selva" ainda é composto por um teto solar que abre durante o almoço em dias bonitos e um espelho d'água (onde já caíram várias pessoas distraídas, me confidenciou um garçon).

A iluminação da noite é linda, usando umas lanternas japonesas gigantes.

O lugar é de tirar o fôlego. Os preços também, não vou mentir. A nossa idéia era só tomar um drink, conhecer o local e ir embora, mas o clima estava tão especial que resolvemos jantar ali mesmo. Azar do cartão de crédito.

Os pratos variam em torno de 45 a 70 reais. Em comprensação, são muito bem servidos e com apresentações lindas.

A Márcia pediu uma carne que veio ainda presa ao osso (como se chamava?) e eu pedi um risoto de alho poró com presunto cru.

 A carne estava uma manteiga. Como eu sei? Eu provei o dela, ela provou o meu. Eu disse que a gente pagou todos os micos possíveis. Mas ela até dava uma sensação estranha ao mastigar, não parecia carne, de tão macia.

O meu risoto estava de ir comer no cantinho, rezando. Tinha uns nacos que brie que chegava a ser covardia.

A gente remou para terminar o jantar e depois fomos para o bar. O lugar a essa altura já estava lotado e nós ficamos observando as pessoas. Gente de todo tipo, como é comum nessa selva de pedra.

Desde senhoras mega enfeitadas até a galerinha que saiu do trabalho e foi direto pra lá.

Bebemos um drink de 33 reais - bebemos juntas UMA taça - com vodka polonesa, especialidade da casa.

No fim da noite, entre couvert, água, comida e drinks, a conta deu 100 reais para cada uma. Uffs!

Mesmo o lugar sendo elegante e caro os garçons e o staff em geral foram mega atenciosos, entenderam que nós estávamos ali para conhecer a estrutura e nos trataram como rainhas. Todos que trabalham lá sabem enumerar os prêmios que a arquitetura do lugar ganhou e têm muito orgulho em mostrar os pontos interessantes e contar histórias a respeito.

Com certeza vale o preço.

Agora eu quero voltar lá durante o dia para ver o teto aberto, deve ser um espetáculo.

Veja mais fotos e o cardápio no site do Kaá.

Av. Juscelino Kubitsheck, 279, Vila Olímpia.Tel 3045-0043

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Leave the gun. Take the cannoli. O melhor doce, com a história mais bonita de São Paulo. Comida italiana com mais de cem anos de tradição.

Fui com os meus tios na Castelões, que começou como confeitaria em 1904 e em 1924 virou cantina e pizzaria. Entrando no lugar, bem no coração do bairro italiano do Brás, fica fácil acreditar na tradição da casa.



A cantina conta sua história nas coleções de fotografias, garrafas antigas de licores e azeites e nos quadros que enfeitam as paredes. O cardápio é tradicional como as tolhas das mesas, em devido xadrez, e como a mesa de anitpasti italianos.



 A pizza é ótima, mas as estrelas da noite foram as sobremesas. Um Cannoli (nada mais mafioso... "Leave the gun. Take the cannoli") recheado com creme de baunilha, chocolate e ricota doce que emocionou o meu tio, o senhor de gravata na primeira foto. O sabor da ricota trouxe recordações da avó italiana, e ele ficou alguns momentos perdido em lembranças da infância.



Depois, uma Sacrapantina, tipo um pão de ló embebido em licor, servido com calda de frutas vermelhas e chantilly. De babar.




No fim da sobremesa o dono do lugar, Fábio Donato, de 37 anos, terceira geração no negócio, veio nos cumprimentar. Recebeu os nossos elogios efusivos e confessou que é ele mesmo que prepara as sobremesas e alguns pratos, quando não está exercendo a advocacia.

Entre milhares de dicas sobre São Paulo e curiosidades sobre a Cantina, o Fábio me contou que a receita dessa Sacrapantina que eu comi tem mais de 130 anos, e que ele não preparava o cannoli até poucos anos atrás. Começou quando o pai, acamado, falava muito da saudade do cannoli doce que costumava comer quando jovem. Ele então buscou desesperadamente receitas, e conseguiu, através de amigos no Brasil e na Itália, satisfazer a vontade do pai de comer de novo a sua sobremesa favorita.

História linda, e bem italiana, não é mesmo?

Meu tio ainda comentou: "Temos que frequentar lugares como esse enquanto podemos. Eles estão desaparecendo". É verdade. Para quem gosta de comida e de histórias, o Castelões é imperdível.

O preço das pizzas varia entre 30 e 45 reais, o Cannoli é 12 e a Sacrapantina é 10 reais.
As opções de pastas parecem incríveis, com certeza voltarei lá para experimentar.

Rua Jairo Góes, 126, Brás 3229-0542

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Comendo bem em São Paulo

Minhas calças não me deixam mentir: é difícil ser esbelto em São Paulo. As opções são incríveis e deliciosas, desde o fast food até o luxo culinário.

Acontece que muita gente acaba não experimentando o que a cidade tem de melhor porque está com pouca grana e tenta econimizar comendo no shopping. Eu sempre defendo que pensar como rico não custa nada. Quem está com pouca grana acaba ficando com "medo" de lugares mais bacanas e nem tem coragem de olhar o cardápio e ver se os preços são tão horriveis mesmo.

Considerando que um almoço no shopping pode acabar custando R$30 se você quiser comer bem, vou sugerir alguns lugares completamente pagáveis se o cidadão tiver um pouco de noção e não pedir nenhum drink ou bebida alcóolica.

Vamos começar pelo italiano Così, que tem o chef Renato Carioni, que já trabalhou no Ritz (Londres), Enoteca Pinchiorri (Florença), Château Chèvre d'Or (Cannes) e Cantaloup (São Paulo). O ambiente é gostoso e os pratos encantadores.

Clique nas fotos, se quiser ampliar.





Contrariando a minha própria dica, sugiro a saquerinha de frutas vermelhas, imperdível. A entrada de polenta com brie e damasco pode soar estranha, mas é um dos carros chefes da casa, e junto com a caipira já vale a visita.
 
Os pratos principais são super criativos e lindamente apresentados, e variam entre R$20 e R$40 cada.
 



Para sobremesa, mousse de nutella e pavê de frutas vermelhas são as opções mais interessantes.



O Così fica na rua Barão de Tatuí, 302, Higienópolis. 3826-5088.


‎A segunda dica é o L´Entrecôte de Ma Tante, do famoso chef Olivier Anquier. A idéia do bistrô é bem interessante: só é servido um único prato, o entrecot com o molho secreto da tia do Olivier (a tradução do nome do lugar é justamtente essa: O Entrecot da Minha Tia). Se é pra fazer só um, vamos fazer direito!

Do lado de fora, azulejos antigos dão um charme especial.
Lá costuma ter fila. No sábado passado, as 16h, a fila de espera era de 40 minutos. Acredite, vale totalmente a pena. Se conseguir esperar no bar, peça uma tábua de queijos.


 Primeiro é servida uma salada de folhas verdes com molho de mostarda e aí vem a carne. Eu pedi o meu entrecot bem malpassado, cru mesmo, porque é assim que a gente come lá no sul, mas aqui em SP o que tem mais saída é o ao ponto. O prato é bem servido, e a batatinha frita tem reposição à vontade. Ninguém pode dizer que saiu de lá com fome.



Esse molho, é um negócio, tu não tem noção. Me fez pensar que é bom estar viva.

E aí como só tem uma opção de prato principal são cinco sobremesas, pra compensar, mas o que é isso, 99% dos clientes são espertos e pedem a mousse de chocolate.
A mousse vem em uma tigela gigante e o garçon serve a quantidade que o cliente desejar. Ou seja, no meu caso, MUITO.



É de lamber a colherinha.
O Entrecot, com a salada sai por R$ 37. A mousse, R$11.

O L´Entrecôte de Ma Tante fica na rua Rua Doutor Mário Ferraz, 17 Itaim Bibi - (11) 3034-5324


E a última dica de hoje é o Drake's Bar and Deck, que fica dentro do prédio do Centro Brasileiro Britânico, nos fundos. Ele é dividido em um bar, bem no estilo de pub inglês, e um restaurante.


O nome do lugar e o tema naval homenageiam Francis William Drake. O restaurante é um grande jardim, onde os clientes podem escolher ficar embaixo de uma enorme tenda ou ao ar livre, perto da água e das plantas.



Dá até pra esquecer que estamos dentro de São Paulo. O buffet de saladas, massas e sobremesas fica por R$ 22 durante a semana.

o Drake's fica na Rua Ferreira de Araújo, 741, Pinheiros. 3039-0508
Você pode seguir o Drake's no Twitter.

Aí está a prova de que é possivel ter uma vida digna em São Paulo mesmo sem ser rico, ao contrário do que muitos pensam.

basta um pouco de auto controle na hora de fazer o pedido ao garçon.