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quarta-feira, 3 de março de 2010

Feirinha da Madrugada: Precisa da ROTA?

Ontem eu descobri por acaso, aqui no trabalho, que existe uma FEIRINHA DA MADRUGADA lá nos arredores do Brás, com roupas e bugigangas da rua 25 de Março!!

Não é incrível?

Parece que tem tudo o que tem de dia, porém com muito menos gente para empurrar, saquear e incomodar quem está tentando olhar as lojas.

Eu fiquei empolgadíssima para ir conhecer, mas o pessoal me desanimou dizendo que eu preciso pedir escolta da ROTA para pisar naquela região de madrugada. Mas eu queriiiiiiia....

Vou reproduzir aqui o que o site da feirinha conta:

Há 10 anos acontece a Feirinha da Madrugada, antes na rua na região da Rua 25 de Março, centro de São Paulo, agora na região do Brás.
A Feirinha da Madrugada funciona de segunda a sábado das 3h00 às 10h00. Hoje a feirinha não está mais na rua, são vários bolsões (estacionamentos onde as bancas ficam) e shoppings da região que abrem nesse horário. Em alguns shoppings esse horário é estendido até o fim do horário comercial.
Diversos produtos são comercializados. Camisetas, lingeries, bonés, acessórios, perfumes e as famosas bolsas. 
(...)
Ela acontece em toda a região do Brás, mas a maior concentração fica na Rua Oriente, Rua São Caetano, Rua Monsenhor de Andrade e segue pelas travessas das ruas principais da região.
Veja o mapa
.

Diversos ambulantes, a maioria fabricantes, vende no atacado e varejo produtos a preços bem atraentes.
Diariamente é grande a concentração de pessoas na madrugada por lá, diversos ônibus do país inteiro trazem pessoas para a realização de suas compras. Pessoas de outros países. A viagem sempre compensa, pois tudo o que é vendido na feirinha é de boa aceitação, boa qualidade, sempre produtos da moda e com um preço pra lá de barato.

E agora? Será que eu arrisco?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Leave the gun. Take the cannoli. O melhor doce, com a história mais bonita de São Paulo. Comida italiana com mais de cem anos de tradição.

Fui com os meus tios na Castelões, que começou como confeitaria em 1904 e em 1924 virou cantina e pizzaria. Entrando no lugar, bem no coração do bairro italiano do Brás, fica fácil acreditar na tradição da casa.



A cantina conta sua história nas coleções de fotografias, garrafas antigas de licores e azeites e nos quadros que enfeitam as paredes. O cardápio é tradicional como as tolhas das mesas, em devido xadrez, e como a mesa de anitpasti italianos.



 A pizza é ótima, mas as estrelas da noite foram as sobremesas. Um Cannoli (nada mais mafioso... "Leave the gun. Take the cannoli") recheado com creme de baunilha, chocolate e ricota doce que emocionou o meu tio, o senhor de gravata na primeira foto. O sabor da ricota trouxe recordações da avó italiana, e ele ficou alguns momentos perdido em lembranças da infância.



Depois, uma Sacrapantina, tipo um pão de ló embebido em licor, servido com calda de frutas vermelhas e chantilly. De babar.




No fim da sobremesa o dono do lugar, Fábio Donato, de 37 anos, terceira geração no negócio, veio nos cumprimentar. Recebeu os nossos elogios efusivos e confessou que é ele mesmo que prepara as sobremesas e alguns pratos, quando não está exercendo a advocacia.

Entre milhares de dicas sobre São Paulo e curiosidades sobre a Cantina, o Fábio me contou que a receita dessa Sacrapantina que eu comi tem mais de 130 anos, e que ele não preparava o cannoli até poucos anos atrás. Começou quando o pai, acamado, falava muito da saudade do cannoli doce que costumava comer quando jovem. Ele então buscou desesperadamente receitas, e conseguiu, através de amigos no Brasil e na Itália, satisfazer a vontade do pai de comer de novo a sua sobremesa favorita.

História linda, e bem italiana, não é mesmo?

Meu tio ainda comentou: "Temos que frequentar lugares como esse enquanto podemos. Eles estão desaparecendo". É verdade. Para quem gosta de comida e de histórias, o Castelões é imperdível.

O preço das pizzas varia entre 30 e 45 reais, o Cannoli é 12 e a Sacrapantina é 10 reais.
As opções de pastas parecem incríveis, com certeza voltarei lá para experimentar.

Rua Jairo Góes, 126, Brás 3229-0542