Nesse último final de semana desci do metrô na estação Brigadeiro e fui andando pela rua Augusta na direção do shopping Frei Caneca. No número 1360 a fachada graffitada da loja Endossa me interessou e parei para dar uma olhadinha, que se transformou em meia hora de garimpo.
A Endossa tem um conceito pra lá de interessante: se você é designer, estilista, artesão ou similar, faz um cadastro no site da loja e, assim que uma caixa vagar, ela é sua. Depois de uma avaliação pra saber se as suas peças se encaixam no estilo da loja, é claro.
Cada expositor pode decorar a sua caixa como bem entender. Alguns deixam até papel de presente à disposição para quem comprar seus produtos.
Os produtos são super variados, desde camisetas com estampas bacanas, moletons de tecidos criativos, bolsas e carteiras exclusivas até papelaria, cadernos decorados, broches, brincos, óculos, roupinhas de bebê e o que mais você conseguir imaginar, cada coisa com um material diferente. Acessórios de tecido, prata, plástico, acrílico e até de papel.
Nessas horas eu lembro de amigas la do sul que enlouqueceriam com toda essa variedade de coisas incríveis, super lindas, diferentes, modernas e de bom gosto. Até comprei uns presentinhos, coisa pequena, porque sou pobre, mas foram de coração. Aliás, mais uma dica: os preços lá são justos e se você for paciente e esperto pode encontrar produtos parecidos com preços beeeeem diferentes de uma caixa para outra.
A loja vende produtos para meninos e meninas, e quem não mora em São Paulo pode comprar através do site, eles entregam! Ali também é possível saber mais sobre as marcas que estão expondo na loja.
Rua Augusta, 1360.
Terça a Quinta: 12:00 às 20:00
Sexta e Sábado: 12:00 às 22:00
Domingo: 16:00 às 22:00
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
sábado, 5 de dezembro de 2009
Jantar com design premiado
Minha irmã, formanda em arquitetura, passou uns dias aqui em São Paulo comigo. Como ela veio para a Bienal de arquitetura e ficou por poucos dias, resolvi otimizar o tempo e já começar a estadia dela aqui com uma surpresa.
Meses atrás ela me mandou o link de uma reportagem falando da arquitetura do restaurante Kaá, que ganhou vários prêmios internacionais. Eu deixei a aba da reportagem aberta no meu FireFox todo esse tempo (eu tenho a mania feia de cultivar abas por meses) e quando ela estava chegando, liguei para reservar uma mesa pra gente.
Não tinha mais reservas disponíveis, então a solução era chegar cedo para conseguir mesa. Depois de enfrentar o trânsito refrescante das 19h de uma sexta feira dentro de um taxi, chegamos na fachada branca, com uma porta marrom e um coqueiro.
Quando a porta se abriu, a Márcia quase caiu pra trás. Ela ficou em choque e não acreditou que eu tinha levado ela no Kaá. A hostess até achou graça da reação Porta da Esperança que ela teve.

O lugar ainda estava vazio, então aproveitamos para fazer perguntas para os garçons, tirar fotos e pagar todo o tipo de mico.
Visitamos a sala VIP, andamos por tudo, e a Márcia repetia que se sentia em um sonho, com tudo tão lindo.
É, vantagens de ser colona e pobre. A gente se deslumbra. E eu adoro me deslumbrar. Né?
O Kaá fica em um galpão estreito e comprido, e o que seria um espaço péssimo para um restaurante acabou ficando genial com as opções de design que foram tomadas.
À esquerda de quem entra, a parede alta é tomada inteira por um jardim vertical, interrompido apenas por prateleiras imponentes atrás do bar.
O clima "selva" ainda é composto por um teto solar que abre durante o almoço em dias bonitos e um espelho d'água (onde já caíram várias pessoas distraídas, me confidenciou um garçon).
A iluminação da noite é linda, usando umas lanternas japonesas gigantes.
O lugar é de tirar o fôlego. Os preços também, não vou mentir. A nossa idéia era só tomar um drink, conhecer o local e ir embora, mas o clima estava tão especial que resolvemos jantar ali mesmo. Azar do cartão de crédito.
Os pratos variam em torno de 45 a 70 reais. Em comprensação, são muito bem servidos e com apresentações lindas.
A Márcia pediu uma carne que veio ainda presa ao osso (como se chamava?) e eu pedi um risoto de alho poró com presunto cru.
A carne estava uma manteiga. Como eu sei? Eu provei o dela, ela provou o meu. Eu disse que a gente pagou todos os micos possíveis. Mas ela até dava uma sensação estranha ao mastigar, não parecia carne, de tão macia.
O meu risoto estava de ir comer no cantinho, rezando. Tinha uns nacos que brie que chegava a ser covardia.
A gente remou para terminar o jantar e depois fomos para o bar. O lugar a essa altura já estava lotado e nós ficamos observando as pessoas. Gente de todo tipo, como é comum nessa selva de pedra.
Desde senhoras mega enfeitadas até a galerinha que saiu do trabalho e foi direto pra lá.
Bebemos um drink de 33 reais - bebemos juntas UMA taça - com vodka polonesa, especialidade da casa.
No fim da noite, entre couvert, água, comida e drinks, a conta deu 100 reais para cada uma. Uffs!
Mesmo o lugar sendo elegante e caro os garçons e o staff em geral foram mega atenciosos, entenderam que nós estávamos ali para conhecer a estrutura e nos trataram como rainhas. Todos que trabalham lá sabem enumerar os prêmios que a arquitetura do lugar ganhou e têm muito orgulho em mostrar os pontos interessantes e contar histórias a respeito.
Com certeza vale o preço.
Agora eu quero voltar lá durante o dia para ver o teto aberto, deve ser um espetáculo.
Veja mais fotos e o cardápio no site do Kaá.
Av. Juscelino Kubitsheck, 279, Vila Olímpia.Tel 3045-0043
Meses atrás ela me mandou o link de uma reportagem falando da arquitetura do restaurante Kaá, que ganhou vários prêmios internacionais. Eu deixei a aba da reportagem aberta no meu FireFox todo esse tempo (eu tenho a mania feia de cultivar abas por meses) e quando ela estava chegando, liguei para reservar uma mesa pra gente.
Não tinha mais reservas disponíveis, então a solução era chegar cedo para conseguir mesa. Depois de enfrentar o trânsito refrescante das 19h de uma sexta feira dentro de um taxi, chegamos na fachada branca, com uma porta marrom e um coqueiro.
Quando a porta se abriu, a Márcia quase caiu pra trás. Ela ficou em choque e não acreditou que eu tinha levado ela no Kaá. A hostess até achou graça da reação Porta da Esperança que ela teve.
O lugar ainda estava vazio, então aproveitamos para fazer perguntas para os garçons, tirar fotos e pagar todo o tipo de mico.
Visitamos a sala VIP, andamos por tudo, e a Márcia repetia que se sentia em um sonho, com tudo tão lindo.
É, vantagens de ser colona e pobre. A gente se deslumbra. E eu adoro me deslumbrar. Né?
O Kaá fica em um galpão estreito e comprido, e o que seria um espaço péssimo para um restaurante acabou ficando genial com as opções de design que foram tomadas.
À esquerda de quem entra, a parede alta é tomada inteira por um jardim vertical, interrompido apenas por prateleiras imponentes atrás do bar.
O clima "selva" ainda é composto por um teto solar que abre durante o almoço em dias bonitos e um espelho d'água (onde já caíram várias pessoas distraídas, me confidenciou um garçon).
A iluminação da noite é linda, usando umas lanternas japonesas gigantes.
O lugar é de tirar o fôlego. Os preços também, não vou mentir. A nossa idéia era só tomar um drink, conhecer o local e ir embora, mas o clima estava tão especial que resolvemos jantar ali mesmo. Azar do cartão de crédito.
Os pratos variam em torno de 45 a 70 reais. Em comprensação, são muito bem servidos e com apresentações lindas.
A Márcia pediu uma carne que veio ainda presa ao osso (como se chamava?) e eu pedi um risoto de alho poró com presunto cru.
A carne estava uma manteiga. Como eu sei? Eu provei o dela, ela provou o meu. Eu disse que a gente pagou todos os micos possíveis. Mas ela até dava uma sensação estranha ao mastigar, não parecia carne, de tão macia.
O meu risoto estava de ir comer no cantinho, rezando. Tinha uns nacos que brie que chegava a ser covardia.
A gente remou para terminar o jantar e depois fomos para o bar. O lugar a essa altura já estava lotado e nós ficamos observando as pessoas. Gente de todo tipo, como é comum nessa selva de pedra.
Desde senhoras mega enfeitadas até a galerinha que saiu do trabalho e foi direto pra lá.
Bebemos um drink de 33 reais - bebemos juntas UMA taça - com vodka polonesa, especialidade da casa.
No fim da noite, entre couvert, água, comida e drinks, a conta deu 100 reais para cada uma. Uffs!
Mesmo o lugar sendo elegante e caro os garçons e o staff em geral foram mega atenciosos, entenderam que nós estávamos ali para conhecer a estrutura e nos trataram como rainhas. Todos que trabalham lá sabem enumerar os prêmios que a arquitetura do lugar ganhou e têm muito orgulho em mostrar os pontos interessantes e contar histórias a respeito.
Com certeza vale o preço.
Agora eu quero voltar lá durante o dia para ver o teto aberto, deve ser um espetáculo.
Veja mais fotos e o cardápio no site do Kaá.
Av. Juscelino Kubitsheck, 279, Vila Olímpia.Tel 3045-0043
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Postado por
Ana Reczek
às
18:29
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