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domingo, 31 de julho de 2011

Alibabar: uma balada árabe

 
 Estou começando a conhecer a cultura árabe e suas manifestações aqui em São Paulo, mas juro que nunca imaginei que existissem baladas árabes! Quando as meninas que fazem aula de dança do ventre comigo convidaram pra ir no Alibabar fiquei chocada. Não sei por que ainda me surpreendo quando descubro estes lugares incríveis em São Paulo...

No post sobre as dançarinas do ventre eu prometi mais informações sobre a cultura árabe na cidade, e começo a cumprir agora. :)


No Alibabar existem outras atrações em dias diferentes, então não erre: a noite árabe é na sexta. Lá os garçons trabalham vestidos a caráter e a música é ao vivo e de alta qualidade, inclusive com o cantor mandando ver nas letras árabes.

A noite começa às 21h. Se você não reservou mesa é bom chegar cedo para conseguir uma bem localizada para assistir as apresentações. Perto das 23h começa a banda e várias dançarinas se apresentam em solos ou em grupos.

Conversei com as dançarinas e boa parte vinha de outros estados para fazer aulas e aperfeiçoamento em São Paulo e aproveitava para ver amigos do meio e dar uma canjinha no Alibabar. Ou seja: as apresentações são lindíssimas, com as melhores bailarinas do Brasil.



 Ao final das apresentações femininas é hora da roda de Dabqe, uma dança típica em que um tambor marca o tempo e os homens dançam em circulo dando saltos e fazendo agachamentos que me pareceram uma mistura de dança cossaca e chula riograndense. Meu joelho doeu só de ver.

Logo as mulheres entram na roda e participam do Dabqe, e aí eu pude comprovar que piriquete tem até em balada árabe. :P


Infelizmente a bateria da minha câmera acabou bem na hora do Dabqe e não deu pra filmar, mas consegui registrar duas apresentações muito interessantes, com bailarinas lindas:

sábado, 5 de dezembro de 2009

Jantar com design premiado


Minha irmã, formanda em arquitetura, passou uns dias aqui em São Paulo comigo. Como ela veio para a Bienal de arquitetura e ficou por poucos dias, resolvi otimizar o tempo e já começar a estadia dela aqui com uma surpresa.

Meses atrás ela me mandou o link de uma reportagem falando da arquitetura do restaurante Kaá, que ganhou vários prêmios internacionais. Eu deixei a aba da reportagem aberta no meu FireFox todo esse tempo (eu tenho a mania feia de cultivar abas por meses) e quando ela estava chegando, liguei para reservar uma mesa pra gente.

Não tinha mais reservas disponíveis, então a solução era chegar cedo para conseguir mesa. Depois de enfrentar o trânsito refrescante das 19h de uma sexta feira dentro de um taxi, chegamos na fachada branca, com uma porta marrom e um coqueiro.

Quando a porta se abriu, a Márcia quase caiu pra trás. Ela ficou em choque e não acreditou que eu tinha levado ela no Kaá. A hostess até achou graça da reação Porta da Esperança que ela teve.


O lugar ainda estava vazio, então aproveitamos para fazer perguntas para os garçons, tirar fotos e pagar todo o tipo de mico.

Visitamos a sala VIP, andamos por tudo, e a Márcia repetia que se sentia em um sonho, com tudo tão lindo.

É, vantagens de ser colona e pobre. A gente se deslumbra. E eu adoro me deslumbrar. Né?

O Kaá fica em um galpão estreito e comprido, e o que seria um espaço péssimo para um restaurante acabou ficando genial com as opções de design que foram tomadas.


À esquerda de quem entra, a parede alta é tomada inteira por um jardim vertical, interrompido apenas por prateleiras imponentes atrás do bar.

O clima "selva" ainda é composto por um teto solar que abre durante o almoço em dias bonitos e um espelho d'água (onde já caíram várias pessoas distraídas, me confidenciou um garçon).

A iluminação da noite é linda, usando umas lanternas japonesas gigantes.

O lugar é de tirar o fôlego. Os preços também, não vou mentir. A nossa idéia era só tomar um drink, conhecer o local e ir embora, mas o clima estava tão especial que resolvemos jantar ali mesmo. Azar do cartão de crédito.

Os pratos variam em torno de 45 a 70 reais. Em comprensação, são muito bem servidos e com apresentações lindas.

A Márcia pediu uma carne que veio ainda presa ao osso (como se chamava?) e eu pedi um risoto de alho poró com presunto cru.

 A carne estava uma manteiga. Como eu sei? Eu provei o dela, ela provou o meu. Eu disse que a gente pagou todos os micos possíveis. Mas ela até dava uma sensação estranha ao mastigar, não parecia carne, de tão macia.

O meu risoto estava de ir comer no cantinho, rezando. Tinha uns nacos que brie que chegava a ser covardia.

A gente remou para terminar o jantar e depois fomos para o bar. O lugar a essa altura já estava lotado e nós ficamos observando as pessoas. Gente de todo tipo, como é comum nessa selva de pedra.

Desde senhoras mega enfeitadas até a galerinha que saiu do trabalho e foi direto pra lá.

Bebemos um drink de 33 reais - bebemos juntas UMA taça - com vodka polonesa, especialidade da casa.

No fim da noite, entre couvert, água, comida e drinks, a conta deu 100 reais para cada uma. Uffs!

Mesmo o lugar sendo elegante e caro os garçons e o staff em geral foram mega atenciosos, entenderam que nós estávamos ali para conhecer a estrutura e nos trataram como rainhas. Todos que trabalham lá sabem enumerar os prêmios que a arquitetura do lugar ganhou e têm muito orgulho em mostrar os pontos interessantes e contar histórias a respeito.

Com certeza vale o preço.

Agora eu quero voltar lá durante o dia para ver o teto aberto, deve ser um espetáculo.

Veja mais fotos e o cardápio no site do Kaá.

Av. Juscelino Kubitsheck, 279, Vila Olímpia.Tel 3045-0043