terça-feira, 1 de junho de 2010

Aska: Lámen na Liberdade

Por sugestão do @leandrohramos fomos conhecer o restaurante Aska, que serve exclusivamente Lámen, tipo uma sopa de macarrão que não parecem em nada com o miojo nosso de cada dia.

O Aska é tipo um Clube da Luta. Tem uma lista de regras colada na porta e é isso aí, ou você joga (come) conforme as regras ou é banido do lugar.

As regras são (clique na foto para ampliar e ler o original):

1- Enquanto o seu grupo não estiver completo, você espera na rua. Nada de sentar enquanto ainda tiver gente para chegar. 
 
2- Até duas pessoas, só pode sentar no balcão.

3 - Quando houver fila de espera:
- Você vai dividir a mesa com outras pessoas.
- Não é permitido Kaedama (pedir pra colocar mais macarrão no caldo que ficou na tigela).
- Se você for pedir mais comida, peça logo, não espere terminar de comer para só aí pedir mais.

4 - Desocupe o lugar o mais breve possível.

5- Pagamento só em dinheiro.

Meu primeiro pensamento foi que o Leandro estava nos metendo em uma baita furada, até porque o espertinho esqueceu de avisar que o pagamento é só em cash e tivemos que fazer alguns trâmites bancários de último minuto. Mas quando entramos e tomamos nosso lugar no balcão (mesmo sendo um grupo de mais de dois) o cheiro delicioso do lugar me fez rever meus conceitos. Um lugar com tantas regras desaforadas e mesmo assim tão lotado tem que ter algum segredo!

O cardápio não fez muito sentido para mim, mesmo com a disposição do garçom para dar explicações, então escolhi meio no uni-duni-tê, enquanto obervava o chef japonês comandando a linha de produção, completamente metódica, como poderia se esperar.

O lugar transbordava de tipos interessantes, mas fiquei sem graça de fotografar a cara das pessoas. Vários jovens japoneses super estilosos com cortes de cabelo legais.

Serviram uns naquinhos de carne fria como entrada, e já que eu tenho licença para cometer gafes no japonês, por ser tudo tão novo pra mim, comi a carne com a mão, coloquei na sopa, fiz o que deu vontade.

Pedimos um guioza de entrada que estava bem gostoso e achei interessante: eles não servem o molho de alho, mas te dão os ingredientes para preparar na proporção da tua preferência.

O grande astro da noite foi, claro, o Lámen. Com pedaços de carne e o caldo da sua preferência, é simplesmente fantástico (só de lembrar agora me dá água na boca). Pedi o meu com cebolinha picada e vi que eles não brincam em serviço: 2cm de cebolinha cobrindo a sopa.

Aliás, a tigela é quase um balde, mesmo com fome não consegui chegar ao fundo do pote. Quem precisa de Kaedama? Sente a cara de sem vergonha da @ca_freitas enquanto o @leandrohramos come bem concentrado.



Não, eu não sou bulímica. Tô tentando comer sem me sujar!

Clique na foto para ver o ovo marmoreado que veio de enfeite. Lembrei muito do meu pai, se um dia ele tiver coragem de vir me visitar nessa cidade que ele repudia tanto, levarei-o no Aska.

A grande vantagem do lugar, além do sabor, é o preço. Tem que ser pagamento em dinheiro, mas o Lamen fica em torno de R$11. Com guioza de entrada (dividimos) e cerveja, deu menos de R$20 por pessoa.

Tirei uma explicação muito útil desse blog. Vai me ajudar na próxima ida ao Aska:


Cercado de segredos na fabricação de seu caldo e de sua massa, o Lámen varia conforme seus acompanhamentos e sabores de sua sopa. A sopa pode ser:
  • Shiô Lamen: caldo sem adição de nada mais além do sal. Cor clara, quase trasparente. Ressalta o sabor da sopa em si, deixando o prato bem leve, sem prejudicar seu sabor.
  • Shoyu Lamen: com molho de soja, cor de shoyu. Pode acompanhar pimenta-do-reino branca e é um pouco mais encorpado,  bem saboroso e delicado.
  • Missô Lamen: com pasta fermentada de soja, turvo, com cor meio amarelo-acinzentado, com sabor encorpado e denso (é o da foto).
Há acomanhamentos também que dão o toque para o prato; os principais são:
  • Chashu ( tyashu ou tchashu ou qq coisa): lombo de porco especialmente preparado, delicioso!
  • Negui ou Onegui: cebolinha tanto picadinha ou em tirinhas que dão o toque em qualquer prato japones
  • Yassai: mistura de legumes e verduras refogados que completam o prato
Além disso, há:
  • Wakame: alga marinha de sabor delicado que vai no meio do caldo
  • Nori: a mesma alga do sushi, dá um aroma fantástico
  • Takenoko: broto de bambu especialmente preparado de sabor delicado ou intenso dependendo do modo de preparo
  • Tikuwa, narutomaki, ovo marmorizado etc. tanto são tanto saborosos quanto ornamentam o prato


Endereço: Rua Galvão Bueno, 466, Liberdade
Telefone: (11) 3277-9682

5 comentários:

  1. ¨&*$@%&*$ >(
    Sim, estou te xingando pois me deixou com vontade! Isso não é coisa que se faça... ainda mais em horário de almoço!
    hahaha
    Bjs

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  2. Cara de sem-vergonha nada. Tava era me segurando pra não mergulhar no prato. Hehe.

    Só daria mais uma dica: levem babeiro. É bem mais arriscado do que comer massa com molho vermelho.

    ;)

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  3. Ana,

    Faltou dizer que após terminar a refeição fomos educadamente "expulsos" do local, conforme reza a tradição do Aska :)

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  4. O preço e a comida são muito bons. O grande problema lá são os garçons! Eles são extremamente mal-educados e grosseiros! Pelo menos, não tem 10% de serviço. Se tivesses, jamais pagaria pela serviço.
    Em resumo, se você quer ir num lugar com comida boa e barata, lá é o local. Prepare-se para ser mal atendido!
    Agora, se você quiser ser bem atendido, vá a qualquer outro lugar!

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  5. A comida é boa, mas você come tenso, aquela mulher que fica no caixa te olha toda hora, o garçon parece que fica a espreita, se você parar de comer ele tem uma espécie de transtorno obsessivo compulsivo de te tirar a tigela. Outra pérola: Ao pagar a conta, tem um pote de bala de cortesia, e e tem uma placa: somente 1 por pessoa! Saí de lá com dor no estômago de tensão e traumatizado com a tiazinha do caixa....

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